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sexta-feira, 18 de setembro de 2015

é este o Sporting de Jorge Jesus que irá entrar para a história como diz Rui Santos?





Ando, há vários anos (os mesmos que Jorge Jesus chegou ao Benfica) a tentar explicar, por A+B, que Jorge Jesus não é nem um terço do treinador que insistem em fazer dele, ano após ano, título após título, desilusão após desilusão.
Claro que, os meus argumentos, com 3 títulos nacionais em 6 anos e mais uma série de conquistas “menores” como Taças da Liga, Supertaças e Taça de Portugal, são mais facilmente rebatidos por todos quantos querem fazer do atual treinador do Sporting, o supra-sumo na arte de treinar. No entanto, eu sempre fui coerente, e sempre mantive a minha teoria: Jorge Jesus beneficiou, ao longo da estadia no Benfica, de um conjunto de situações que o catapultaram para um nível que… ele não tem. E esse “conjunto de situações” passa, essencialmente, por duas coisas: por um forte investimento do Benfica no mercado e em termos orçamentais (manter jogadores como Aimar, Saviola, Garay, Luisão, Di Maria, Matic, etc. não será fácil) e por um desinvestimento notório por parte da equipa dominadora do futebol nacional nos últimos trinta anos (o FC Porto foi vendendo as pérolas, foi ficando mais frágil, ainda foi ganhando até que chegou ao ano de Paulo Fonseca em que os dragões nem 15 jogadores seniores/experientes conseguiam apresentar com regularidade).
Como várias vezes disse (e várias vezes fui criticado – e sê-lo-ei novamente com palavras menos próprias de quem não tem a mínima noção do que é viver em democracia) vejo muito mais demérito em Jorge Jesus nos dois títulos de Vítor Pereira no Dragão que mérito do agora treinador do Fenerbahçe. Sim, eu sei que o FC Porto, em duas épocas, apenas perdeu 1 jogo com Vítor Pereira, mas também sei que em ambas as temporadas, já no último terço de campeonato, o Benfica de Jesus partia com vantagem sobre o seu adversário, para não falar na vantagem que existia no plantel dos encarnados face ao dos portistas, razão pela qual reforço o meu ponto de vista.
Mas, nos dois últimos anos, Jorge Jesus apareceu vencedor: primeiro frente a um fraquíssimo FC Porto de Paulo Fonseca que conseguiu acabar em terceiro atrás do Sporting, depois frente a um FC Porto de um Lopetegui que também teve muito demérito no título de Jorge Jesus. E, nos últimos dois anos, os títulos choveram na Luz: o Benfica, no primeiro desses anos, tinha um plantel forte, no segundo nem tanto, mas o treinador benfiquista conseguiu a proeza de, partindo como primeiro cabeça de série na Liga dos Campeões, acabar na última posição e, de janeiro em diante, o Benfica apenas pensou no campeonato (e a Taça da Liga, pois o Benfica fora eliminado, em casa, para a Taça de Portugal). A verdade é que, mesmo tropeçando aqui e ali, o Benfica contou com um “aliado” de peso pois, quando tropeçava, o FC Porto de Lopetegui retribuía o gesto e nunca conseguiu assaltar a liderança da prova.
O que interessa, no fim disto tudo, é que Jorge Jesus ficou imortalizado como o primeiro treinador a conseguir um bicampeonato em mais de 30 anos da equipa com mais títulos nacionais, e toda a gente lhe faz a vénia por esse e outros feitos. Eu não o fiz, nem o faço. Continuo, apesar dos números, a achar Jorge Jesus um treinador banalíssimo.
E, este ano, Jorge Jesus surpreendeu o mundo, surpreendeu os seus “amantes” e aqueles que, como eu, não o acham nada do outro mundo, e resolveu trocar o Benfica pelo Sporting. Nesse momento, até eu pensei: “ganhas o campeonato pelo Sporting e eu tenho que dar o braço a torcer, mas tens que o fazer com as mesmas condições daqueles que, antes de ti, o tentaram sem o conseguir”. Esta segunda parte da minha premissa já caiu por terra: o Sporting reforçou-se com jogadores experientes, muitos deles internacionais (João Pereira, Naldo, Aquilani, Bryan Ruiz, Teo Gutiérrez) e, as armas de agora não são as mesmas de antigamente. Mas, pelo andar da carruagem, até vou dar isso de barato e vou ver se, mesmo com um plantel bem melhor que o do ano passado (e anteriores) se Jorge Jesus, mesmo com um Benfica em reconstrução e com novo treinador e mesmo com um FC Porto com um Lopetegui que insiste em não perceber a mística do Dragão, o treinador do Sporting consegue levar a equipa a terminar o jejum de títulos de campeão nacional.
A campanha até começou a correr bem, com Jesus e o Sporting a baterem o rival Benfica na Supertaça. Eu arrisco dizer que, não sendo o jogo disputado na Luz, o Benfica perderia esse jogo com qualquer treinador (minimamente capaz, claro) que estivesse do outro lado, e ainda arrisco dizer que o Benfica perderia com um terço das equipas que disputam o nosso campeonato: a equipa vinha de uma péssima e mal preparada pré-temporada, estava de rastos fisicamente, só tinha um avançado no plantel (Mitroglou tinha assinado dois ou três dias antes e ainda assim foi a jogo) e pouco ou nada incomodou o Sporting. Sorte para Jorge Jesus porque esse foi o primeiro e único jogo em que a equipa não sofreu golos.
No campeonato, depois de um triunfo “arrancado a ferros” frente ao estreante Tondela, o Sporting empatou em casa frente ao Paços de Ferreira, vencendo os dois jogos seguintes fora de portas. É verdade que, nos 4 jogos para o campeonato, 3 foram fora de portas e que a equipa, só muito raramente apresentou um futebol bonito. E até entendo que o futebol bonito não faz falta nenhuma a quem quer ser campeão, para isso basta ganhar jogos e, o Sporting, até tem sido minimamente competente nesse capítulo, apesar de, por norma, partir com 45 minutos de vantagem para depois sofrer nos segundos 45. Tem sido assim em quase todos os jogos e esta é, uma das diferenças do Sporting de Jesus para o Sporting de Marco Silva: se com o agora treinador do Olympiacos a equipa, por norma, “dava” 45 minutos de avanço ao adversário, com Jesus acontece ao contrário e as segundas partes é que são “perigosas”.
E foram as segundas partes perigosas que, por exemplo, em Moscovo, ditaram uma derrota clara do Sporting. Sim, o Sporting foi prejudicado pelo arbitragem, mas eu não justifico com arbitragens resultados de jogos até porque, a vencer por 0-1 ao intervalo (e com vantagem de 2-1 da primeira mão), o Sporting não podia ter deixado fugir a Champions.
A Champions fugiu e, apesar de poder parecer precoce, a Liga Europa arrisca-se a ir pelo mesmo caminho! É que, perdendo em casa com os russos, se a lógica imperar, o Sporting é bem capaz de, na melhor das contas, fazer 6 pontos em casa e, talvez, 3 fora. Serão 9 pontos suficientes para seguir em frente, isto admitindo que o Sporting vence os dois jogos frente ao Skenderbeu? Talvez não sejam, até porque o Besiktas é bem capaz, se o Sporting continuar assim, de vir, pelo menos, buscar um ponto a Alvalade.
Talvez Jorge Jesus “opte” por repetir a época passada e esteja a arranjar forma de “livrar” a sua equipa de continuar na Europa para além de dezembro. Depois da “derrocada” financeira da ausência da Champions, da ausência de patrocínios até ao momento, e do “fantasma” da Doyen, um afastamento precoce de Liga Europa a que se pode juntar uma saída a custo zero de Carrillo seriam golpes a mais para uma equipa que procurou investir para ter retorno imediato.
Para já, e no meu ponto de vista, o Sporting de Jesus vale o que vale: até pode, este fim-de-semana, caso o FC Porto não vença o clássico, isolar-se na frente do campeonato, mas está longe de convencer. É verdade que ainda não chegámos à dezena de jogos sob o comando de Jorge Jesus e é verdade que “só” os Moscovitas conseguiram vencer, por duas vezes (e ambas por 3-1) o Sporting, mas, para quem, supostamente está perante o melhor treinador em Portugal, começa a parecer pouco. Nenhuma das equipas moscovitas (e muito menos o Lokomotiv que o CSKA) são papões para tamanha diferença. Hoje, então, chegou a dar ideia, na segunda parte, que a goleada poderia ter acontecido, com um Sporting apático, igual a tantos outros de épocas recentes com prestações igualmente fracas e a demonstrar uma enorme fragilidade.
Pode, ainda, ser cedo para tirar grandes conclusões mas… se é este o Sporting de Jesus, não era preciso o triste episódio da troca de treinador nem a chegada de novos jogadores pois estamos perante “mais do mesmo”.

terça-feira, 25 de agosto de 2015

a história desconhecida da ida de Jorge Jesus para Alvalade...


Nunca um treinador fez o que J.J fez: Trocar o Benfica pelo Sporting (ou vice-versa) em épocas consecutivas

Jantares com Jorge Mendes, conversas com Bruno de Carvalho até às 4h30 da manhã, SMS e viagens a Paris nunca feitas: do primeiro “contacto de malucos” ao “estes gajos não me querem lá”, a história desconhecida da “bicada do século” do Sporting ao Benfica

ANATOMIA DO ‘GOLPE’, PASSO A PASSO

Jorge Jesus atendeu o telefone, e do outro lado da linha estava o senhor X, que ele conhecia de outras andanças, de outros negócios. “Está tudo bem contigo e com a tua família?”, perguntou o senhor X, mas o que lhe interessava saber era como estavam as coisas entre ele e o Benfica. O senhor X abriu o jogo, disse-lhe que estava a telefonar mandatado pelo Sporting e por Bruno de Carvalho (BdC), que o queria a ele e não queria Marco Silva. “É tudo muito bonito”, respondeu-lhe Jesus, mas o senhor X e BdC só podiam estar malucos — onde é que já se tinha visto aquilo, o Sporting com dinheiro para pagar o que pagava o Benfica, se o que se contava era que não tinha um euro para mandar cantar um cego?... O senhor X descansou-o.
“O dinheiro é com o Sporting”, disse ele, pedindo-lhe que avançasse um número, não aquele que achava poder receber em Alvalade, mas o que realmente queria. “Cinco milhões.” O senhor X anotou e prometeu ligar-lhe dentro de dias com novidades. Despediram-se. Uma semana depois, o senhor X voltou a ligar, e Jesus ouviu o que queria. “Cinco milhões de euros. Se quiseres, são teus.” Jesus não quis, ficou de pensar no assunto, ainda tinha tempo. Aqueles eram os primeiros dias de maio, e nem ele nem Luís Filipe Vieira tinham falado da renovação; e havia um campeonato e uma Taça da Liga para ganhar. Além disso, sobretudo por isso, Jorge Mendes ficara de arranjar-lhe um clube grande dos grandes campeonatos.
Do lado do treinador, o assunto ficou em banho-maria, mas em Alvalade começou a cozinhar-se um futuro com Jesus, e as informações não demoraram muito a transpirar do edifício da SAD. No dia 18 de maio, uma segunda-feira, num almoço informal de Bruno de Carvalho com três jornalistas, o tema Jesus caiu no prato. “Isso é impossível”, desmentiu BdC. Tudo treta, conversa do Jesus para o Benfica subir a parada. Na quarta-feira, 20 de maio, “A Bola” fez manchete: “Sporting quer Jesus” — e BdC voltou a desmentir. “Se ele vier”, ironizou na Euronext Lisbon, “o Cristiano Ronaldo e o Messi também são bem-vindos, de caretas.”
BdC tinha de manter cara de póquer enquanto esperava que Jesus resolvesse a sua vida; e a vida de Jesus estava nas mãos do deus dos agentes. No dia 26 de maio, terça-feira, o treinador e Jorge Mendes jantaram no Hotel Tivoli, e o segundo mostrou ao primeiro a carteira de clientes. Pediu-lhe compreensão. “É o que há”, confessou Mendes. O que havia era poucochinho: o Real Madrid preferia um espanhol a um estrangeiro; a reunião com Laporta não dera em nada; e Bartomeu continuaria presidente do Barcelona e Luis Enrique treinador do Barcelona. E, continuou Mendes, já que nem os oito milhões dos chineses nem a Lazio lhe serviam, o Qatar era uma alternativa simpática, uma espécie de aninho sabático e bem pago (seis milhões de euros), enquanto Laurent Blanc não caísse da cadeira no PSG. Jesus disse a Mendes que não queria nada daquilo, e Mendes disse a Vieira que Jesus não iria a lado nenhum. O presidente do Benfica iria tentar convencer Jesus uma última vez.

“ESTES GAJOS NÃO ME QUEREM LÁ”

A 29 de maio, sexta-feira, o Benfica venceu a Taça da Liga (2-1 ao Marítimo), e Jorge Jesus marcou um treino para o fim de semana, porque a época só acabava no domingo. Depois do jogo, no autocarro, Luisão disse a Jesus que nem pensar, que era tempo de férias e que havia malta com bilhetes na mão para o Brasil. O treinador cedeu. Mas Jesus ainda não estava de férias. Na segunda-feira, 1 de junho, encontrou-se com Vieira na Luz e falaram sobre o que queriam fazer do Benfica. Avisado por Mendes e com as capas dos jornais na cabeça, Vieira garantiu a Jesus o mesmo ordenado, sob algumas condições — a tal fórmula 20 + 5, um plantel com 20 jogadores à escolha do treinador e cinco miúdos da formação. Em 30 minutos, Jesus ficou a saber ao que ia; nos restantes 90, ficou a perceber ao que Vieira ia. “Vê lá a tua vida, tens família, casa, não estás para novo, o Mendes consegue arranjar-te um clube onde ganhes bem.” E falou-lhe do avião que estaria pronto, assim que Mendes viajasse nele do Porto para Lisboa, e que os levaria para Paris.
Jesus sentiu-se a mais e ligou a um amigo: “Estes gajos não me querem lá.” No dia seguinte, ele, o advogado e o amigo encontraram-se às 8h30 na sua segunda casa na Aroeira, construída com 800 mil euros avançados pelo Benfica. Jesus não tinha pregado olho, dizia que não sabia o que faria da vida e pôs-se a divagar sobre o Benfica, com quem tinha contrato, sobre o FC Porto, que o abordara há meses, e sobre o Sporting, que lhe prometera cinco milhões de euros.
O pensamento foi interrompido por um telefonema. “Já tens as malas prontas?” Às 8h50, Vieira pressionou-o para ambos irem com Mendes a Paris, mas Jesus negou-lhe o capricho, porque não iria para uma mostra pela mão de ninguém. Discutiram durante cinco minutos, e a chamada terminou com um “volto a ligar-te” do lado de lá.
Foi então que Jesus pôs em marcha o plano: telefonou ao senhor X, que ligou a Bruno de Carvalho, e este pediu ao senhor X que dissesse a Jesus para estar na casa do administrador Rui Caeiro, na morada tal, às nove da noite. Jesus jantou com BdC e com Rui Caeiro e, em 10 minutos, acordaram os valores; o resto foi conversa de bola até às quatro e meia da manhã. O dia seguinte, 3 de junho, quarta-feira, seria longo e começou pelas 8h30, quando Jesus deu a palavra a BdC de que seria o seu novo treinador. Seguiram-se duas reuniões: uma, às 15h30, em Alvalade, entre BdC, dois administradores leoninos, o senhor X e o advogado de J.J.; e outra, às 18h, num escritório de advocacia, com J.J. num dos pisos, os administradores do Sporting noutro, BdC em Alvalade e os advogados a fazerem ‘piscinas’ entre andares. Às tantas, o Sporting fez uma exigência: a cláusula de rescisão. Jesus não gostou: só por uma vez tivera cláusula, com o Benfica, e se o Sporting não retirasse a alínea ele lavaria as mãozinhas da coisa e ficaria na Luz, de onde lhe telefonavam há horas sem que ele atendesse. Vieira, Paulo Gonçalves (responsável jurídico das águias) e Rui Costa; e um deles deixou a mensagem: “Cinco, seis milhões de euros.” Era tarde. BdC cedeu a Jesus e fez-se um memorando de entendimento. Às 21h, a notícia rebentou: J.J. no Sporting. [Fontes próximas do Benfica negam a oferta de última hora e garantem que as únicas mensagens trocadas entre Jesus e Vieira aconteceram às duas da manhã: J.J. disse ao presidente que tudo o que vinha nos jornais era verdade; Vieira disse a J.J. que a lealdade não se compra por tuta e meia.]
A assinatura do contrato foi adiada de quinta-feira, dia em que Jesus foi barrado no Seixal, para sexta, porque o Sporting queria resolver-se com Marco Silva; e J.J. atrasou as suas férias dois dias (partiu num cruzeiro no sábado, 6 de junho). Ainda houve um contratempo: uma das vias do contrato estava mal reconhecida, e o problema só ficou resolvido às 22h, com uma esferográfica a pôr o preto no branco no meio da rua. Estava feito. J.J. lá foi para as Américas, por entre flashes e perguntas sem resposta no aeroporto de Lisboa; a 9 de junho, terça-feira, BdC referiu-se a este ‘golpe’ como “a bicada do século”, num encontro com jornalistas. A guerra entre Benfica e Jesus começava aqui — os da Luz não lhe pagariam o salário de junho e lançariam uma intenção de processo por quebra unilateral do contrato. Para o Benfica, J.J. trabalhou em Alvalade quando ainda era seu assalariado.

“FUI ESCORRAÇADO DO SEIXAL”

Há dois indícios públicos de que Jesus tenha pulado a cerca antes de tempo: primeiro, Danilo, que o Sporting quis mas acabou no Dragão, disse que andava a falar com Jesus por telefone, a 13 de junho, um sábado; depois, o próprio Jesus foi apanhado pelos jornalistas na quarta-feira, 17, em Alcochete, naquela que apelidou de visita de reconhecimento. [Entre Danilo e Alcochete, Rui Vitória foi apresentado no Benfica a 15 de junho.]
Foi um erro tático de J.J., e um amigo disse-lhe que tinha dado muito nas vistas e que não devia admirar-se se o Benfica não lhe pagasse o salário de junho. “Mas então porquê?”, perguntou J.J. “Espera e verás.” Não foi preciso esperar muito. Domingos Soares de Oliveira, CEO do Benfica, enviou uma carta a 23 de junho a pedir a comparência de Jesus na Luz no dia 26, por questões de “extrema gravidade”, mas a missiva só chegou ao treinador a 29 porque fora enviada para a antiga morada — a primeira casa na Aroeira. Foi Ivone, a mulher de J.J., que deu com ela. [“Não é a morada errada, mas a que consta nos Recursos Humanos. Quem tinha de mudar o endereço era o visado”, refuta alguém próximo da Luz.] Jesus responde a 29, escrevendo que fora “escorraçado do Seixal” e que por isso não tinha nada que comparecer no estádio. O Benfica recebe o texto de J.J. a 30, o último dia do contrato que ligava as partes.

“É UM DESCANSO”

A 5 de julho, o dinheiro não caiu na conta de Jesus, que esperou um pouco mais, porque era domingo e podia ter havido um atraso no sistema. A 8 de julho, quarta-feira, J.J. telefonou a Vieira, que lhe disse que o Benfica não era com ele, que não tinha nada a ver com aquilo, que era coisa de Soares de Oliveira. O impasse prolongou-se até meados do mês, até que Vieira deu autorização para que as partes começassem a falar. Os dois advogados, do Benfica e do treinador, puseram-se em contacto e alinhavaram uma data para uma reunião: 3 de agosto, segunda-feira, um dia depois do casamento de Jorge Mendes, onde Jesus e Vieira conversaram sobre o tema. Mas o encontro é adiado para 10 de agosto, logo após a Supertaça, que o Sporting ganhou por 1-0; a 13 de agosto, o “CM” fez manchete com as mensagens de Jesus aos jogadores do Benfica enviadas antes da Supertaça; e a 14 de agosto, às 17h11, a entourage de Jesus recebeu a informação de que o Benfica iria acionar judicialmente o treinador por quebra de contrato. Ninguém avisou J.J. das intenções dos encarnados, porque o Tondela-Sporting se jogava nessa noite, mas convenceram-no a falar das SMS com Talisca após o encontro... se o ganhasse. “Assim, vais de peito cheio.” O Sporting venceu em Aveiro, por 2-1, e Jesus desafiou o Benfica a mostrar as SMS na conferência de imprensa. J.J. tem a certeza de que nenhuma mensagem trocada com os futebolistas encarnados o compromete — teve uma “conversa de chacha” com Talisca quando Bruno Paulista lhe perguntou pelo antigo colega do Bahia; falou com Salvio porque quis saber como é que ele andava de saúde; e recebeu algumas SMS que lhe massajaram o ego, como esta: “Desde que se foi embora, isto é um descanso, mister.”
A história ganhou vida: no domingo, 16 de agosto, o comentador Rui Santos revelou na SIC Notícias que Jesus não recebeu o ordenado de junho; e, na segunda-feira, o Expresso escreveu que o Benfica queria processar Jesus em 7,5 milhões de euros, o valor da cláusula de rescisão. Agora, não há volta a dar, chegou-se a um divórcio litigioso e só há duas vias a seguir: tribunal de trabalho ou arbitral. A primeira hipótese, mais demorada, será a mais real. Porque o Benfica e Jesus vão marcar-se um ao outro esta época. Como um gato e o rato, que lhe fugiu.


terça-feira, 21 de setembro de 2010

domingo, 4 de outubro de 2009

de cabeça completamente perdida....

o 'betinho' presidente do Sporting Clube de Portugal...

(e estou a ser bonzinho chamar-lhe apenas betinho...)
mau perder e um certo revanchismo....

(a atitude de Bettencourt...)

um estádio de Alvalade.....

a 'ferver' daqui por uma hora......

sexta-feira, 11 de setembro de 2009

o Benfica está entre os 10 maiores clubes europeus do século....

1. Real Madrid, 563,50 pontos
2. Juventus, 466,00
3. FC Barcelona, 458,00
4. AC Milan, 399,75
5. Bayern Munique, 399,00
6. Inter de Milão, 362,00
7. Ajax, 332,75
8. Liverpool, 300,25
9. Benfica, 299,00
10. Anderlecht, 231,00(...)
29. FC Porto, 115,00
47. Sporting, 68,00

o FC Porto está na 2ª divisão na história da Europa do futebol....

o Sporting esse está nos distritais.....

.....da Europa claro está....
(desculpem lá eu sei que isto dói mas tinha que ser...)

sexta-feira, 28 de agosto de 2009

calendário da Liga Europa.....


1ª jornada: 17 de Setembro

BENFICA-BATE Borisov

Heerenveen-SPORTING

NACIONAL-Werder Bremen


2ª jornada: 1 de Outubro

AEK Atenas-BENFICA

SPORTING-Hertha Berlim

Áustria Viena-NACIONAL


3ª Jornada: 22 de Outubro

BENFICA-Everton

Ventspils-SPORTING

Ath. Bilbao-NACIONAL


4ª jornada: 5 de Novembro

Everton-BENFICA

SPORTING-Ventspils

NACIONAL-Ath. Bilbao


5ª jornada: 3/4 de Dezembro

BATE Borisov-BENFICA

SPORTING-Heerenveen

Werder Bremen-NACIONAL

6ª jornada: 16/17 de Dezembro

BENFICA-AEK Atenas

Hertha Berlim-SPORTING

NACIONAL-Áustria Viena

sorteio dos grupos da Liga Europa.....

(clicar +)

quarta-feira, 26 de agosto de 2009

don´t cry for me Fiorentina...!*


o Sporting está 'fora' da Champions League e agora os 7 milhões de euros do prémio de qualificação só no 'Totta' é que o poderão encontrar.......

a equipa de Paulo Bento fez um bom jogo em Itália e acabou eliminada á mercê de um grande golo do jovem montenegrino Jovetic, em razão dos últimos acontecimentos veremos agora os próximos desenvolvimentos.........

aqui há uns 4 anos quando o Benfica foi eliminado em Barcelona nos quartos-de-final da Champions League( o melhor resultado que alguma vez o Sporting por exemplo conseguiu na Champions desde que ela existe) a banda sonora de Alvalade tocou ininterruptamente o tema 'Barcelona de Freddie Mercury e Montserrat Caballe'....

agora aqui 'O Cigarrilha' retribui a amabilidade e solidariedade leonina colocando o tema 'Don't Cry For Me Argentina' interpretado por Madonna adaptando o nome de Fiorentina ao da Argentina para assim o consolo ser maior na facção leonina.......

*(o título deste post têm origem num comentário de um leitor/amigo deste blog que é o Dylan desse grande blog sobre o nosso belo país que é o 'About Portugal')

uma conferência de imprensa de Paulo Bento....


para a história do futebol português.....

vamos ver depois do jogo com a Fiorentina quem passará a guiar o leme do 'Titanic'....

se Paulo Bento se José Eduardo Bettencourt.....

Florença,Itália


hoje ás 19.45 horas portuguesas muita coisa sobre o futebol português estará em jogo na belíssima e mística cidade de Florença( que tive o prazer de visitar e conhecer há uns bons 20 anos com os meus pais)na zona da Toscânia italiana......

se o Sporting vencer(basta qualificar-se) haverá um grande vencedor.....Paulo Bento de seu nome....

nos derrotados para além de Rui Santos acho que vai figurar o nome do Presidente José Eduardo Bettencourt.....

um verdadeiro líder, um líder a sério não faz as declarações que o JEB fez no fim da derrota do Sporting com o Braga em Alvalade.....

dizer aos sócios(lavando as mãos como Pilatos....) que vai tomar medidas se o clube não vencer os próximos jogos é de uma desonestidade intelectual e deslealdade atroz.....

se a equipa do Sporting e o Paulo Bento estavam sob pressão mais ficaram ainda.....

daí as declarações de Paulo Bento ao falar do 'Titanic'.....

no Sporting o tipo que saltou do barco 'com as mulheres e as crianças' chama-se José Eduardo Bettencourt....

não sei se o Paulo Bento se vai aguentar muito tempo como treinador do Sporting.....

o que eu gostaria mesmo, como benfiquista, é que José Eduardo Bettencourt permaneça como presidente do Sporting durante muito tempo.....