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sexta-feira, 12 de junho de 2015

afinal, há um plano B, Bruxelas prepara-se para incumprimento na dívida grega...


Altos responsáveis da Comissão Europeia estão a preparar-se para a possibilidade de a Grécia incumprir com um pagamento de dívida nas próximas semanas. A Reuters escreve esta sexta-feira que, perante o arrastar das negociações, os responsáveis já incluem nos cenários possíveis um cenário em que a Grécia protagonize o primeiro default (falha de pagamento) de um país na História da zona euro. O BCE, o FMI e vários Estados-membros estão “extremamente céticos” de que poderá haver um acordo a tempo, pelo que agora se admite, abertamente, que pode ser necessário um “plano B”.

“Pela primeira vez houve uma discussão sobre um ‘plano B’ para a Grécia”, disse uma das fontes citadas pela Reuters, uma informação corroborada por todas as outras fontes contactadas pela agência. Até agora, vários responsáveis têm negado a existência (e a necessidade) de discussões sobre um “plano B”, isto é, o que fazer se a Grécia incumprir com a dívida por não chegar a acordo com os credores e como o país pode permanecer na zona euro se isso acontecer. Em Bruxelas, essa ideia tem sido tabu, mas pelo menos desde abril que, segundo a imprensa alemã, Berlim discute como se poderá reagir a um default sem que isso leve à saída do euro.

A Grécia pediu ao FMI para não pagar os reembolsos de dívida de 5 de junho, o primeiro de quatro este mês, aglutinando todos os pagamentos de junho para o final do mês. Será um total próximo de 1,6 mil milhões de euros. O fim do mês de junho é, também, o prazo-limite para a conclusão das negociações relativas ao segundo resgate, que foram estendidas por quatro meses em fevereiro.

Neste contexto, os responsáveis em Bruxelas estão a admitir três cenários: 

Acordo. Segundo a Reuters, os responsáveis consideram que é um cenário cada vez menos provável, mas ainda se admite que as posições dos credores e da Grécia se aproximem a tempo de a Grécia receber os 7,2 mil milhões de euros que estão suspensos (além de outros recursos) e usá-los para evitar o default.

Nova extensão do programa. Admite-se, também, que se faça uma nova extensão do segundo resgate, o que, ainda assim, obrigaria a medidas no sentido de dar algum oxigénio à tesouraria da Grécia. A extensão poderia ser, por exemplo, até final de setembro. Ainda assim, na segunda-feira o porta-voz do Governo grego, Gabriel Sakellaridis, recusou que esteja em cima da mesa a extensão do atual programa de ajuda à Grécia (“não é o que a economia precisa”), assim como a proposta feita à Grécia pela troika. O objetivo das negociações em curso é, ao invés, conseguir resolver o problema de financiamento “de médio prazo”, assim como os “problemas de liquidez” do Estado grego, disse o porta-voz.

Aceitar que a Grécia não pague. Os responsáveis de Bruxelas concordaram que é pouco provável que se chegue a um acordo sobre as reformas na Grécia que permita uma conclusão do segundo resgate. Para isso, “seriam necessários progressos em poucos dias que não foi possível obter em várias semanas“, disse uma das fontes, acrescentando que existe um “ceticismo extremo” entre os responsáveis do BCE, do FMI e de alguns Estados-membros.

Neste terceiro cenário, os responsáveis concordaram que, muito provavelmente, teriam de ser aplicados controlos de capitais para evitar que os bancos sofressem uma corrida aos depósitos e que Atenas se visse obrigada a começar a imprimir moeda própria. Poderia ser um primeiro passo para um processo que poderia ser muito rápido e levar a Grécia a sair da união monetária. A este respeito, o Observador questionou, recentemente, “Do default à saída do euro quantos dias são?“.


o 'irmão pobre' dos tumores...

segunda-feira, 8 de junho de 2015

a vida de Sócrates na prisão: "Os Sopranos", "A Guerra dos Tronos", Philip Roth e Grossman...


No dia em que sabe que o Ministério Público propôs alteração da medida de coação de Sócrates de prisão preventiva para prisão domiciliária, o Expresso recupera uma reportagem publicada na revista E a 30 de maio de 2015. Sócrates está há seis meses em Évora e já se adaptou às rotinas da cadeia. Já viu “Os Sopranos” e “A Guerra dos Tronos”. Leu Philip Roth e Vassili Grossman. E tem escrito. Muito. Os amigos garantem que se mantém “determinado em provar a sua inocência.” Seis meses depois, é o retrato da vida do recluso 44

O encontro decorre no Hotel Le Colbert, em pleno Quartier Latin, em Paris. É meio-dia. João Araújo, o advogado, explica a José Sócrates o que vai acontecer quando o ex-primeiro-ministro regressar a Portugal: “Vai ser detido. E provavelmente fica em prisão preventiva.” Propõe-lhe então um plano alternativo: iriam de avião até Madrid e ficavam lá durante o fim de semana. Depois, regressavam a Portugal no carro do advogado e, na segunda-feira, às oito e meia da manhã, apresentavam-se na sede do DCIAP “para prestar os esclarecimentos que fossem necessários”. 

 A previsão de João Araújo não era propriamente mirabolante: o motorista João Perna e o melhor amigo de Sócrates, Carlos Santos Silva, tinham sido detidos e tinha havido buscas policiais a uma casa habitada por um dos filhos do ex-primeiro-ministro. A ‘Operação Marquês’ estava na rua e o cerco do Ministério Público e do procurador Rosário Teixeira era uma realidade difícil de negar.

José Sócrates demora dois minutos a decidir: recusa o plano do advogado com o argumento de que “um ex-primeiro-ministro não pode andar fugido”. E nesse mesmo dia — sexta-feira, 21 de novembro de 2014 —, apanha um avião da Air France com destino a Lisboa. João Araújo não consegue lugar no aparelho e regressa noutro voo. 

 A liberdade de Sócrates termina assim que sai do avião que o traz de Paris. Vem a falar ao telemóvel com um amigo e nem repara nos agentes da PSP e da Autoridade Tributária que o esperam à saída da manga e lhe dão ordem de prisão. Seguem-se três dias de interrogatório às mãos do procurador Rosário Teixeira, titular do processo, e de Carlos Alexandre, o temido juiz do Tribunal Central de Instrução Criminal.

Os dois magistrados concordam em quase tudo, até na prisão preventiva de Sócrates, indiciado por corrupção, fraude fiscal e branqueamento de capitais. O MP acredita que Sócrates foi corrompido enquanto era primeiro-ministro para beneficiar o grupo Lena. E que usou as contas bancárias de Carlos Santos Silva para movimentar dinheiro que era na realidade seu: 23 milhões de euros. 

 É a primeira vez que um ex-primeiro-ministro de Portugal é preso (ou quase, porque em 1922, Liberato Damião Ribeiro Pinto, que chefiou o Governo entre novembro de 1920 e março de 1921, foi preso sob suspeita de desviar fundos da GNR) e os regulamentos das cadeias são omissos em relação ao destino que deve ter. Acaba por ir para Évora, para a cadeia dos polícias, onde em princípio estará a salvo de qualquer agressão ou problema mais grave. Chega na madrugada do dia 24 de novembro e recebe o número 44.

restante reportagem no 'Expresso'

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sábado, 6 de junho de 2015

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